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Mitos e verdades sobre doação

07.05.2018 // por Viralize
  1. O brasileiro não doa

Mito. Na realidade, o Brasil é sim um país solidário. Porém, os recursos representam pouco quando olhamos para o PIB (apenas 0,23%, de acordo com a pesquisa Pesquisa Doação Brasil do IDIS).  Em 2015, a Pesquisa Doação Brasil, realizada pelo IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), apontou que o montante de doação individual foi de R$ 13,7 bilhões. Porém, os recursos ainda são poucos, tendo em vista que representam somente 0,23% do PIB (Produto Interno Bruto).

  1. A maioria das organizações não-governamentais vive à base de recursos do governo e, por isso, não precisam receber doações de pessoas físicas

Mito. A pesquisa “Perfil das Organizações da Sociedade Civil do Brasil”, lançada em abril deste ano pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mostrou que, em 2016, por exemplo, foram 7 mil organizações que receberam alguma transferência voluntária direta do governo federal, sendo que há, no país, 820 mil instituições. Grande parte das organizações dependem realmente de outros recursos – seja de doações de pessoas físicas, seja de empresas, institutos e fundações etc. – para conseguirem desenvolver suas atividades.

  1. A grande parte das organizações não têm condições de provar como os recursos doados são investidos e isso gera desconfiança para doação

Mito. Ao longo das últimas décadas, houve um grande movimento de profissionalização das organizações da sociedade civil e seus processos de gestão. Hoje, muitas instituições desenvolvem procedimentos que garantem total transparência sobre como os recursos são investidos, seja por meio de balanços financeiros, relatórios de atividades anuais internos e até mesmo relatórios de auditorias externas. Os doadores podem solicitar essa informação caso a instituição não divulgue abertamente em seus meios de comunicação.

  1. As organizações, ao conquistarem novos doadores, buscam torná-los de fato parceiros de suas ações e não apenas recebem os recursos.

Verdade. Estabelecer uma relação próxima com os seus doadores é o desejo da maioria das instituições, pois isso amplia a confiança, credibilidade e legitimidade das ações. E essa relação é construída de diversas formas. Muitas organizações enviam boletins com notícias sobre as ações desenvolvidas para seus doadores, convites para participação em atividades, relatório de atividades anual com prestação de contas, entre outros recursos.

  1. Muitas pessoas não doam porque não sabem para quem doar.

Verdade. Porém, isso não deveria ser mais um empecilho. Hoje, há muitas ferramentas e aplicativos disponíveis, além de materiais que podem auxiliar quem deseja doar a encontrar uma instituição com a qual se identifique, seja pela causa de atuação, público-atendido, localização, entre outras motivações. Veja no nosso mural várias dicas sobre como encontrar uma organização perto de você e passa a ser um doador.

  1. Há locais no Brasil que não contam com organizações sociais, o que não permite que doações sejam feitas

Mitos. Novamente a pesquisa “Perfil das Organizações da Sociedade Civil do Brasil” mostra que isso é um mito. Segundo o estudo, há no Brasil 820 mil organizações da sociedade civil. Elas estão presentes em todo o território e todos os 5.570 municípios do país possuem, pelo menos, uma organização. Em relação à distribuição geográfica, a pesquisa identificou que a disposição das OSCs pelo país acompanha, em geral, o arranjo da população. A região Sudeste abriga 40% das organizações, seguida por Nordeste (25%), Sul (19%), Centro-Oeste (8%) e a região Norte (8%). No Mapa das OSC, por exemplo, ao fazer o login no site, a plataforma já identifica cinco organizações mais próximas da localização do internauta.

  1. A maioria dos brasileiros doaria se tivesse mais recursos financeiros

Verdade. Pelo menos é o que mostrou o levantamento “Country Giving Report 2017 – Brasil”, produzido pela Charities Aid Foundation (CAF) e representada no Brasil pelo IDIS. Questionados sobre o que os fariam doar mais, 59% dos entrevistados disseram que doariam se tivessem mais dinheiro. Mas, há bastante espaço para avançarmos nesta ampliação da doação, principalmente entre os brasileiros com maior renda. O mesmo estudo mostrou que  o valor médio doado por ano é de R$ 250,00. Porém, ao analisar a doação por renda, percebe-se uma diferença de comportamentos: R$ 120,00 é o valor médio doado pelos que têm renda anual inferior a R$ 10 mil (1,2 % da renda) e R$ 353,00 é o valor médio doado pelos que têm renda anual superior a R$ 100 mil (somente 0,4 % da renda).

  1. Há cada vez mais formas e ferramentas disponíveis para facilitar a doação às organizações

Verdade. Nos últimos anos, principalmente com o desenvolvimento cada vez maior de novas tecnologias, fazer uma doação a uma instituição ficou mais fácil. Hoje, basta baixar, por exemplo, no celular ou no computador diversos aplicativos que permitem a doação online – às vezes até mesmo sem tirar dinheiro do bolso. A própria página das instituições do Facebook já conta com um botão de ‘doar’, o que garante agilidade para a transferência dos recursos. As doações também podem ser feitas por meio de outros dispositivos, como o direcionamento da nota fiscal e também de pontos de programas de fidelidade. Conheça algumas dessas ferramentas na matéria especial que preparamos a respeito aqui.

10. O brasileiro não fala que doa e isso não favorece a ampliação das doações no país

Verdade. Diferente do que ocorre em vários outros países, essa é uma cultura que ainda persiste no país: eu doo, mas não falo para ninguém, pois não é preciso dizer nada sobre isso para os outros, afinal, doação é algo particular. Pode até ser, porém, é fato também que as pessoas doam mais para organizações que confiam e conhecem. E, nada melhor do que uma indicação de um familiar, amigo ou colega para isso, não é? Sendo assim, é extremamente importante que os brasileiros falem, cada vez mais, que são doadores e para quem doam, convidando a todos a também fazerem o mesmo. Inclusive, diversas ferramentas já foram criadas e podem ser amplamente exploradas para tal, como a função “compartilhar” nas redes sociais. Use e abuse destes dispositivos.

 

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